Muitos anfitriões de Airbnb começam animados, mas acabam perdendo desempenho por repetirem alguns erros que se tornam padrão: fotos ruins, comunicação falha, falta de processos e pouca atenção à experiência do hóspede. A boa notícia é que a maioria desses problemas pode ser evitada com ajuste de postura e alguns cuidados simples na gestão do anúncio e da operação.
anúncio pouco claro e fotos que não representam a realidade
Um dos erros mais frequentes dos anfitriões de Airbnb é criar anúncios vagos ou enganosos. Fotos escuras, ângulos confusos, ambientes bagunçados ou imagens antigas que já não correspondem ao estado atual do imóvel geram frustração. Quando o hóspede percebe diferença significativa entre o que viu e o que encontra, a chance de avaliação negativa cresce muito.
Além disso, descrições superficiais, sem detalhes sobre tamanho, acessibilidade, barulho externo, ausência de garagem ou regras importantes, criam expectativas irreais. O ideal é que o anúncio seja honesto, detalhado e alinhado à realidade, com fotos bem produzidas e atualizadas. Transparência filtra melhor o público e reduz conflitos.
subestimar a importância da limpeza e da manutenção
Limpeza é um dos pontos que mais aparecem em comentários de hóspedes, para o bem ou para o mal. Mesmo assim, muitos anfitriões de Airbnb ainda tratam essa etapa como algo secundário, fazendo “meia limpeza” quando estão com pressa ou deixando acumular pequenos detalhes: poeira em cantos, gordura em cozinha, rejuntes encardidos, manchas em roupa de cama.
Outro erro é empurrar manutenção com a barriga. Torneiras pingando, chuveiro fraco, portas que não fecham bem, Wi‑Fi instável e lâmpadas queimadas são problemas que, isoladamente, parecem pequenos, mas somados transmitem sensação de descuido. O hóspede sente que o imóvel não é bem cuidado. Limpeza rigorosa e manutenção preventiva deveriam ser rotina, não exceção.
comunicação lenta, confusa ou pouco profissional
A forma de se comunicar é decisiva, e ainda assim muitos anfitriões de Airbnb demoram para responder ou dão respostas incompletas. Tempo de resposta alto derruba conversão de consultas em reservas e afeta o ranqueamento do anúncio. Já mensagens confusas geram insegurança e aumentam o número de dúvidas repetidas.
Outro erro é usar um tom agressivo, irônico ou impaciente, especialmente em situações de conflito. Isso costuma piorar o problema e fica registrado nas mensagens que futuros hóspedes podem ler. O ideal é adotar comunicação clara, educada e objetiva, com modelos de mensagem para momentos-chave (pré-reserva, pré check-in, durante a estadia e pós check-out) sem perder a cordialidade.
não ajustar preços à demanda e à sazonalidade
Muitos anfitriões de Airbnb escolhem um valor de diária “no olho” e mantêm esse preço por meses, independentemente de eventos, feriados ou períodos de baixa demanda. Com isso, perdem oportunidades em altas temporadas e desanimam em épocas mais fracas, acreditando que “não tem hóspede”, quando na verdade o preço está desalinhado.
Outro erro comum é reagir apenas ao desespero: baixar demais o valor de última hora sem planejamento ou, ao contrário, inflar demais o preço sem critério em datas especiais. Trabalhar com uma estratégia simples de precificação — diferenciando dias de semana e fins de semana, observando a concorrência e usando ferramentas de apoio — já evita boa parte desses problemas.
ignorar regras de condomínio, vizinhança e legislação
A empolgação em receber hóspedes faz alguns anfitriões de Airbnb esquecerem que o imóvel está inserido em um contexto maior: condomínio, vizinhança, cidade. Não checar se o prédio permite aluguel de curta temporada, não explicar regras de silêncio e uso de áreas comuns ou fechar os olhos para excesso de pessoas no apartamento são erros graves.
Isso gera conflitos com vizinhos, reclamações formais, multas e, em alguns casos, proibição definitiva de continuar hospedando. Outro ponto é a legislação local: muitas cidades têm normas específicas para locação de temporada, e ignorá-las pode trazer problemas legais e fiscais. Tratar regras como detalhe é um erro que coloca em risco o negócio como um todo.
não levar avaliações a sério e reagir mal a críticas
Alguns anfitriões de Airbnb quase não olham as avaliações com atenção, ou só se importam quando a nota cai muito. Eles perdem uma fonte valiosa de informação sobre o que precisa ser ajustado. Ignorar padrões de crítica — como repetidas menções a dificuldade no check-in, falta de itens de cozinha ou ruídos noturnos — faz com que os mesmos problemas se repitam por meses.
Outro deslize é responder avaliações negativas com hostilidade, atacando o hóspede ou negando tudo sem abertura para reflexão. Esse comportamento passa insegurança para futuros hóspedes, que leem não apenas a crítica, mas também a resposta. A postura profissional é agradecer o feedback, explicar com calma o que foi feito ou será corrigido e, internamente, tratar a crítica como insumo de melhoria.
depender de improviso em vez de ter processos
No início, muitos anfitriões de Airbnb conseguem “dar conta” de tudo na base da memória e do improviso: lembram horários de check-in, combinam limpeza verbalmente, anotam gastos em qualquer lugar. Porém, quando o volume de reservas cresce, esse modelo entra em colapso: esquecimentos, atrasos, falhas de limpeza e conflitos de agenda se tornam frequentes.
Falta de processos claros para check-in, check-out, limpeza, manutenção e comunicação é um erro estrutural. Sem rotinas definidas, cada dia vira uma corrida apagando incêndios. Criar checklists simples, padronizar mensagens e organizar tarefas em algum sistema (mesmo que básico) evita muitos problemas e aproxima a operação de um padrão realmente profissional.
misturar finanças pessoais com as do imóvel
Por fim, um erro muito comum é não separar contas pessoais das despesas e receitas da hospedagem. Muitos anfitriões de Airbnb não sabem exatamente quanto ganham de lucro, porque misturam tudo em uma só conta, não registram gastos com limpeza, reposição de itens, manutenção e taxas da plataforma.
Sem esse controle, fica difícil saber se o negócio é realmente rentável, se vale a pena investir em melhorias ou até se compensa manter o imóvel na operação. Separar minimamente as finanças, mesmo em uma planilha simples, já ajuda a tomar decisões com base em dados, e não apenas na sensação de “está entrando dinheiro”.






